Sindicância e processo ético · CRM e CFM

Defesa em sindicância no CRM e no processo ético-profissional.

Para o médico que recebeu notificação do conselho: leitura do que foi imputado e do prazo, defesa técnica em cada fase e recurso ao CFM. Atuação nacional, perante qualquer CRM.

Resposta rápida e em sigilo profissional.

Leonardo Batistella entre profissionais de saúde em ambiente hospitalar
Advogado · OAB/RS 85.046 Comitês de Bioética (HU Santa Maria e HU Maringá) Pós em Governança, Ética e Compliance · Albert Einstein Atuação nacional
O que decide o seu caso

Ser notificado pelo CRM é uma das maiores angústias de uma carreira médica. E a angústia costuma vir de não saber o que vem pela frente: que prazo corre, o que a sua manifestação precisa conter, o que aquele papel realmente significa. O que decide não é o susto. É estar bem defendido a tempo.

Como o procedimento anda

Da notificação ao julgamento, cada fase tem prazo e estratégia próprios.

Os prazos correm na forma do Código de Processo Ético-Profissional do CFM, e o que se afirma na primeira manifestação permanece nos autos até o fim.

Sindicância

A apuração preliminar

O conselho verifica se há indício de infração ética. Ao fim, a câmara de sindicância aprecia o relatório, que pode propor conciliação, termo de ajustamento de conduta, arquivamento ou a instauração de processo. A resposta dada nesta fase já entra nos autos.

Processo ético

Imputação, defesa e julgamento

Instaurado o processo ético-profissional, vêm a imputação formal, a defesa prévia, a instrução com depoimentos e audiências, as alegações finais e o julgamento. As penalidades possíveis vão da advertência confidencial à cassação do exercício.

Recurso

A instância do CFM

Da decisão do CRM cabe recurso ao Conselho Federal de Medicina. É a mesma história contada desde o começo: o que foi escrito na sindicância e no processo segue nos autos até lá.

O trabalho de defesa

O que a defesa faz, do primeiro despacho ao CFM.

O trabalho de defesa passa por ler o que foi efetivamente imputado, confrontar a acusação com o que o prontuário e a documentação sustentam, verificar a regularidade do próprio procedimento, redigir as manifestações técnicas, preparar o profissional para audiências e oitivas e, quando for o caso, levar a discussão à instância seguinte. A estratégia se define caso a caso, sobre o que os autos permitem.

Sindicância por óbito de paciente

Óbito em plantão: o CRM raramente é a única apuração.

A morte de um paciente na UPA ou no pronto-socorro costuma abrir mais de uma apuração sobre o mesmo atendimento: o boletim de ocorrência vira inquérito policial, a família ou a própria unidade comunica o conselho, que instaura sindicância, e pode surgir uma ação de indenização. Cada esfera tem regra, prazo e consequência próprios, e nenhuma espera a outra. O mesmo fato lido em três lugares exige uma versão só, coordenada, porque o que se declara na delegacia pode ser usado no conselho e na ação cível, e vice-versa.

Entenda a defesa no inquérito e na ação cível

O que acontece quando você me procura

Sem mistério sobre o próximo passo.

Quem chega aqui costuma estar com um documento na mão e nenhuma clareza sobre o que ele exige. O começo é sempre o mesmo.

Primeiro

Leitura do documento e do prazo

Antes de qualquer estratégia, é preciso saber exatamente o que chegou e quanto tempo existe. Notificação de sindicância, citação judicial e auto de infração sanitária correm em prazos diferentes, e essa leitura muda tudo o que vem depois.

Depois

Conversa sobre o caso, com sigilo

Uma conversa para entender o que aconteceu na sua versão, com os registros à mão: prontuário, evolução, termo de consentimento, ficha do procedimento. É aqui que aparece o que a documentação sustenta e o que ainda falta reunir.

Então

Proposta de trabalho, por escrito

Escopo, honorários e forma de pagamento definidos antes de começar, sem surpresa depois. Só então a defesa é construída.

Leonardo Batistella
Por que comigo

Quem te defende entende de medicina, não só de processo.

  • Advocacia dedicada exclusivamente ao Direito Médico, à Bioética e à Governança em Saúde.
  • Advogado especialista em Direito Médico e mestre em Bioética.
  • Membro de Comitês de Bioética hospitalares (HU Santa Maria e HU Maringá).
  • Pós em Governança, Ética e Compliance pelo Albert Einstein.
  • Produção acadêmica própria em bioética e responsabilidade médica.

A linguagem do médico e a do Direito, na mesma defesa.

Perguntas frequentes

O que os médicos costumam perguntar antes de me procurar.

Recebi uma notificação do CRM. Preciso mesmo de advogado?

A defesa em sindicância e em processo ético profissional pode ser apresentada pelo próprio médico, sem advogado. A questão não é a obrigatoriedade, é o efeito: o que se escreve na primeira manifestação passa a integrar os autos e acompanha o procedimento até o fim, inclusive num eventual recurso ao CFM.

Também é comum o mesmo fato correr em mais de uma esfera ao mesmo tempo, no conselho, na Justiça e na vigilância sanitária, e o que se afirma numa delas repercute nas outras. Coordenar essas frentes é parte do trabalho.

Qual a diferença entre sindicância e processo ético profissional?

A sindicância é a fase de apuração preliminar: o conselho verifica se há indício de infração ética que justifique instaurar um processo. Ela pode terminar em arquivamento.

O processo ético profissional é a fase seguinte, já com imputação formal, instrução, julgamento e possibilidade de penalidade, que vai da advertência confidencial à cassação do exercício profissional. São momentos distintos, com prazos e estratégias distintas.

Qual o prazo para responder ao CRM ou à Justiça?

Varia conforme a esfera e o ato: sindicância, processo ético, ação judicial e auto de infração sanitária têm prazos diferentes, alguns contados em dias corridos, outros em dias úteis, a partir de marcos distintos. O prazo aplicável consta do próprio documento recebido ou da norma que rege o procedimento, e conferi-lo com precisão é o primeiro passo de qualquer atendimento.

Recebi uma intimação ou citação. O que faço primeiro?

Guarde o documento e identifique duas informações: o que exatamente está sendo pedido e qual o prazo indicado. Depois, reúna a documentação do atendimento (prontuário, exames, termo de consentimento, ficha do procedimento) e evite explicações improvisadas, por escrito ou por telefone, antes de entender o alcance do que foi perguntado. A primeira manifestação entra nos autos e acompanha o caso até o fim.

Trabalho em UPA por contrato, por organização social ou como PJ. Quem me defende?

A responsabilidade ética e a criminal são pessoais: o médico responde em nome próprio no CRM e no inquérito, qualquer que seja o vínculo. A instituição pode responder na esfera cível pelo atendimento, mas o advogado dela defende os interesses dela, que nem sempre coincidem com os seus, principalmente quando a discussão envolve estrutura, escala ou insumos que faltaram. A sua defesa precisa ser conduzida por quem responde a você. Vale verificar se o contrato, o sindicato ou a associação de classe oferecem assistência jurídica e o que ela cobre, porque a cobertura varia e nem sempre alcança as três esferas.

Você atende fora do Paraná?

Sim. A atuação é nacional. Processo ético em conselho e boa parte dos atos judiciais tramitam de forma eletrônica, e as audiências e sessões costumam admitir participação por videoconferência, o que torna a distância pouco relevante para a maior parte do trabalho.

Como funcionam os honorários?

Definidos caso a caso, conforme complexidade, esfera e fase em que o caso chega, e apresentados por escrito antes de qualquer trabalho começar. A primeira conversa serve para entender a situação e dimensionar isso, sem compromisso.

O contato é sigiloso?

Sim. O sigilo profissional do advogado é dever legal (Estatuto da OAB, art. 34) e alcança o que você contar já na primeira conversa, mesmo que não haja contratação depois. Os dados enviados por este site são usados só para responder ao seu contato, conforme a Política de Privacidade.

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Dois caminhos, e eles levam a lugares diferentes. Se prefere não abrir uma conversa agora, descreva o caso aqui e eu respondo por escrito. Se o assunto é urgente, o WhatsApp é mais rápido.

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